segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu e F.A. Por aí...

Uma jornada aguarda. Em poucos dias irei me aventurar, palavra que causa medo por si só. Mas nada de medo no meu coração. A aventura que virá é uma de alegria, de tentativas, e, sobretudo, de viver. E já diriam os sábios, Amor é vida!

Aventurar-se. Não ter medo de sair de dentro de si. Pois só assim que se pode trazer mais coisas boas pra dentro. Medo, nada. Terei um companheiro nessa empreitada. O mito, o homem, o amigo.

Mal posso esperar.

sábado, 11 de julho de 2009

Acerca de mulheres e pokemons

Há algumas horas me deparei com um teste para saber qual seria meu signo pokémon. Isso mesmo! Pelas contas do famigerado teste, meu signo pokémon é o “monstrinho” de número 40: Wiglytuff. Para os leigos, Wiglytuff é a evolução do carismático Jigllypuff – sim, aquele bixo rosa e fofo que canta pros outros dormirem. Sendo esses pokemons do tipo “balão”, acabou-se então que tal teste começou a fazer sentido.
Lembro-me muito bem do dia em que lançaram Pokémon Gold & Silver. Resolvi largar minha vida escolar e social para me dedicar somente a esta maravilha. Tal fato ocorreu também no lançamento de GTA San Andréas, o que certamente me rendeu não ter passado no vestibular para Direito...ainda bem! Voltando ao momento do Pokemon Gold & Silver. Minhas notas caíram, eu só saia de casa pra jogar futebol, e, obviamente, as mulheres, de forma inexorável, pareciam saber que eu era um garoto amante de pokemons, o que as fazia se distanciarem da minha pessoa mais ainda. Era meu princípio de convívio com mulheres, vejam bem, não sei se o menino é realmente pai do homem, mas...
Era apenas uma das milhares novidades do novo jogo do pokémon, o fato era que, nessa nova incursão da série, os pokemons agora tinham sexo definido. Eu, machistinha lazarento na época, não capturava nenhuma, repito: nenhuma pokemon fêmea. Só capturava os machos. Achava que as pokemons fêmeas eram mais burras e fracas que os machos. Chegava ao fato de não capturar A Lugia se ele aparecesse na forma fêmea, resetando o gameboy para entrar na caverna e O Lugia ser macho. Sim, lamentável.
Acontece que o tempo passa, a gente muda. Hoje é bem claro na minha cabeça que só quero capturar fêmeas, aliás, só uma, não sou desses que quer capturar todas do mundo. Quero capturar somente uma, e ter minhas atenções somente a ela. Mas eis que surge a mais pândega de todas, a ironia do destino. Não sei se é algum tipo de vingança divina, o fato é que, não to capturando fêmea alguma. Não... nem com hypnosis, nem com sleep, nem com constrict. Elas simplesmente fogem. Um amigo meu disse pra eu fazer o cheat do dinheiro que eu capturo na hora, provavelmente ele até está certo, mas não é o que eu quero. Eu que outrora fui um dos maiores mestres pokémon do planeta, agora não consigo ganhar a insígnia que mais quero.
Penso então. Wiglytuff. Pokemon do tipo balão. Faz sentido. Ao conhecer alguém me inspiro, encho de esperanças e vôo alto. Então, de alguma maneira ou outra, seja por auto-implosão ou uma bicada de um Pidgeot Liferuler, o balão explode, e caio de cara no chão.
E quando eu digo que Pokémon é e sempre será uma idéia genial, tem gente que duvida....

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nota de Corte

(Escrevi este na época de vestibular, quando via umas pessoas REALMENTE tensas)

Um único dia. Um só. Todo o trabalho e esforço (e haja esforço!) de um ano medido em um dia. Não sei se era essa a linha de raciocínio dele, mas, fato era que algum tipo de raciocínio lhe ocorrera, como sempre ocorreu, e, mais uma vez, lhe transtornava de forma ininteligível, mandando todo seu conhecimento às favas. Alguns chamam simplesmente de “branco”.

Não importa, já era a quinta vez dele naquela sala – não necessariamente aquela, ou seria? Deixa pra lá, essas salas são todas iguais – e o que (infelizmente) acontecia naquele momento indicava que haveria uma sexta vez. Alguns chamam simplesmente de “nervosismo”.

Não era possível, era mais que isso, só podia ser mais que isso! Será que as imagens de seu mui honrado pai, o Dr. Qualquer coisa, lhe incinerando com os olhos de reprovação lhe faziam temer aquilo que os próprios olhos do pai mostravam? Será que ele não tinha coragem de mandar o pai a merda? Será que era tão difícil explicar que não era aquilo que ele queria, e muito menos daquela maneira? Alguns chamam simplesmente de “medo”.

Mas vá lá, como já disse, era a quinta vez! E em todas as quatro anteriores o mesmo “o aluno não foi convocado”. Tal convocação parecia ser tão distante! E mesmo não sendo a que ele queria, ele urgia por ela, para poder ao menos se livrar de tantas cobranças descabidas. Mas não acontecera, não se livrara de nenhuma das cobranças. Alguns chamam simplesmente de “destino”.

Ele chamava de desatino. Má sorte do cão!!! Não, não agüentaria mais um ano de cobranças, humilhações, tristezas e falsas esperanças. Correu para a cozinha, abriu o armário e pegou as lindas e amadas facas de prata da mãe – facas que ela parecia gostar mais do que dele, mas tudo bem, afinal, elas serviam para a patética auto-afirmação daquela velha, um “aluno de cursinho” não – e, sem nenhum medo, da esquerda para a direita cortou seu abdômen.